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 fungos, versos e bactérias Larissa Marques filosofias a parte sei do que me fere sei do que me cura vá-te sem mansidão rendido à loucura dos versos apartados de suas conjunturas vá-te sem amarras alforriado de preconceitos sem luta ou amargura do amor nada sei nunca amei nem mesmo a mim que sou essencial a essa carne que movo não sei das belezas nem das grandiosidades não tenho eixo, nem ética para comparações sei apenas que és meu mal e minha redenção. (fungos) há o que entre em nós, sem permissão ou regras, mas o que podemos temer se não o que vive no âmago, sem que nos demos conta disso... melancolia fúngica nesse estágio canônico diria a mim, em segredo que isso passaria facilmente mas em meu íntimo sei que não ele persiste como as horas matutinas que me entregam ao meu leito sem vontade alguma de levantar prolifera mais rápido do que eu possa vencer me faz voltar a Kierkegaard me faz voltar à minha dor antiga à todas as dores antigas vividas por aqueles que a descreveram tão ...